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Setor de TI apresentava índices menores de rotatividade antes da pandemia, aponta relatório

Com base em dados do Ministério do Trabalho, Assespro-PR lança relatório sobre rotatividade e criação de vagas no cenário pré-pandemia, para ajudar o setor a entender os movimentos de mercado

O mercado de trabalho no Brasil sofreu grandes mudanças nos últimos dois anos, especialmente por conta da pandemia. Tanto a criação de vagas, como a rotatividade apresentaram um comportamento diferente e, em setores como o de Tecnologia da Informação, essas mudanças foram ainda maiores.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho, apontam que em 2021 foram criadas mais 120 mil vagas no setor de TI, fazendo com que a busca por profissionais aumentasse e a rotatividade também, o que pode ser constatado em muitos RH de empresas de tecnologia.

Porém como era esse cenário pré-pandemia, no qual, hipoteticamente, o mercado tomava seus rumos naturais? Já existiu uma tendência para a alta rotatividade e criação de vagas, ou os números eram diferentes?

Essa análise levou a Assespro-PR a buscar junto ao CAGED os dados referentes ao mercado de TI em 2019, para que possa ser possível entender quais os impactos que o “novo mundo” sofreu com a pandemia.

Segundo os dados apresentados no Insights Report do mês de agosto, a taxa de rotatividade do emprego em TI apresentou-se inferior à do total da economia em geral. Na média nacional, a taxa de rotatividade em TI ficou em torno de 39%, enquanto para outras áreas esse número foi de 41%. Para se ter ideia, o setor com maior taxa foi o de Agricultura e Indústria Extrativa, com 58%, seguido de Comércio, com 44% e Serviços, com 40%. Uma das explicações é que o setor de tecnologia apresenta essa menor rotatividade por atrair profissionais com qualificação profissional acima da média, chegando a ser 3 vezes maior que em outros setores.

 

No Paraná, a rotatividade foi um pouco maior que a média nacional, 41% para em TI. Porém a média, se levado em conta os outros ramos, também é maior, com 45% no geral, sendo o Comércio (50%) e Serviços (44%) as atividades com maior rotatividade. Apenas no subsetor de Agricultura e Indústrias Extrativas, a rotatividade do emprego no Paraná (43%) é inferior à média nacional (58%). No Paraná, o subsetor extrativista tem como atividade principal a extração de xisto, concentrado na unidade da Petrobras em São Mateus do Sul, como também a produção de minerais não metálicos, como cerâmica branca, atividade concentrada em empresas de grande porte.

Entre as cidades paranaenses, a capital Curitiba tem mais trabalhadores trocando de empregos, com 46%, seguida de Cascavel, com 40%. Londrina, uma das maiores cidades do estado e polo universitário, teve o menor número entre as cidades de maior porte, com apenas 31% de rotatividade.

Dentre os segmentos do Ramo de Serviços em TI, apenas dois apresentaram taxas de rotatividade, no Paraná, abaixo da média nacional: o de Suporte Técnico, Manutenção e Outros Serviços em TI (Paraná 37%; Brasil 42%); e o de Tratamento de Dados, Provedores de Serviços de Aplicação e Serviços de Hospedagem na Internet (Paraná 34%; Brasil 39%). O segmento de Desenvolvimento e Licenciamento de Programas não Customizáveis foi o que apresentou as menores taxas de rotatividade, tanto no Paraná (37%) quanto em âmbito nacional (33%), fortalecendo o argumento de que quanto maior o nível técnico exigido, menor a rotatividade.

Criação líquida de empregos

O segmento de Portais, Provedores de Conteúdo e Outros Serviços de Informação foi o segmento com a maior taxa de criação líquida (criação e destruição), com aumento líquido de 19% no país e 41% no Paraná. Em contrapartida, o segmento de Desenvolvimento de Programas de Computador sob Encomenda no Paraná indicou uma taxa negativa de -5%, o que significa que vagas foram extintas em maior quantidade.

Com próximas pesquisas, especialmente levando-se em conta os efeitos da pandemia sobre a criação e rotatividade de vagas em TI, será possível traçar um panorama bem acurado sobre o cenário de empregabilidade no Brasil, o que certamente permitirá às empresas criarem melhores estratégias ao buscar esses profissionais no mercado e, assim, manter todo o ecossistema aquecido.

Para mais informações, https://assespro.org.br/

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