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Os dez principais erros em transformação digital

A transformação digital é vital para as corporações. Não se trata de um diferencial, mas sim de condição para a sustentabilidade e expansão dos negócios. Entretanto, por vezes, o conceito é mal compreendido e o processo equivocadamente conduzido. Convém, então, apontar esses desvios, com o intuito de contribuir para a correção de rumos. Neste sentido, listei os dez mais recorrentes erros em transformação digital e compartilho aqui com vocês. Caso se identifique com um ou mais, não hesite: procure sanar, que seguramente seu objetivo de construir uma cultura digital em sua organização será alcançado.

Começo pelo erro de focar a transformação digital na redução dos quadros. Não! A busca pela transformação digital não pode ser norteada pelo intento de reduzir custos cortando colaboradores. O raciocínio precisa ser diferente: a transformação digital vem para um melhor aproveitamento de seus talentos.

Quando falamos em transformação digital, falamos em adoção de soluções de tecnologias da informação – robotização, inteligência artificial, hiperautomação – que tornem processos e operações mais ágeis, eficientes, seguros. Não para meramente substituir o profissional, mas para realizar tarefas e atividades em escala e acuidade impossíveis de serem efetuadas pelo ser humano. É por aí que, ao se ganhar em eficiência, diminuem-se os custos.

Logo, um segundo equívoco é acreditar que com a transformação digital nenhuma pessoa será mais necessária. Ao contrário. A transformação digital fornece às empresas um leque muito mais amplo de dados, informações e possibilidades, que, para serem interpretados e estrategicamente incorporados, demandam inteligência humana.

Um terceiro equívoco é aplicar a transformação digital pensando nas atividades como elas são realizadas hoje. Não é por aí. O caminho é iniciar um processo de transformação digital mirando resultados desejados a partir dela.

Erro quatro: isolar um determinado setor, ou área, para nele aplicar a transformação digital. A transformação digital deve ser transversal e buscar o maior número de pessoas e áreas envolvidas, do início ao fim do processo. Não é algo para ser aplicado de forma compartimentada, criando ilhas dentro da organização.

Chego à metade da lista: manter processos iguais aos que são feitos atualmente, “porque sempre foi assim”. Quando falamos em transformação digital o ato de transformar não se limita a modificar algo do analógico para o digital. Significa transformar processos, atividades em sua essência, repensar cada etapa, cada detalhe, sistema e pessoas envolvidas, para jogar tudo fora e construir do zero, sem dó.

Sexto equívoco: apostar em uma “bala de prata”, isto é, apostar em uma ferramenta ou método de maneira isolada. O correto é combinar diferentes soluções de tecnologia, tais como inteligência artificial, RPA (robotic process automation), analytics, nuvem, integrações e muito mais.

O erro número sete é acreditar que se faz transformação digital em curto prazo. Qualquer transformação digital leva de seis meses a um ano para se concretizar, no mínimo. Exige paciência, confiança e investimentos.

A transformação digital não pode se centrar em uma iniciativa de um gestor ou de uma equipe, sem respaldo do alto comando da organização. Este é o oitavo erro: não ter apoio da alta gestão para provocar e gerar mudanças efetivas. Fatalmente a transformação será barrada por alguém que não quer que mexam no “queijo” dela.

Foco no objetivo da transformação digital, porque um nono erro a ser apontado é o de criar projetos concorrentes para apagar incêndios. É um equívoco, porque na prática eles até podem apagar uma chama, mas acabam atrapalhando o curso do processo, e levar a novas labaredas.

Por fim, uma orientação: estabelecer um líder para tocar a transformação digital. Mas um líder com autonomia. Porque é este o décimo erro que listo: não designar um profissional para ser o timoneiro do processo, com autonomia e conexão direta com o CEO.

Recapitulando os dez principais erros em transformação digital, em tópicos:

1. Focar na redução de pessoas;
2. Acreditar que com a transformação digital mais nenhuma pessoa será necessária;
3. Pensar nas atividades como elas são hoje, quando o correto é repensar focando o resultado desejado;
4. Isolar em uma área ou poucas; a transformação digital deve ser transversal;
5. Manter processos iguais aos que são feitos atualmente;
6. Deixar de combinar diferentes soluções de tecnologia e usar apenas uma “bala de prata”;
7. Acreditar que a transformação digital se faz em curto prazo;
8. Não ter apoio da alta gestão (CEO) para provocar e gerar mudanças efetivas;
9. Criar projetos concorrentes para apagar incêndios, que acabam atrapalhando a transformação digital;
10. Não estabelecer um líder para a transformação digital com autonomia, que tenha que se subordinar à hierarquia tradicional.
Não se assuste! São equívocos a que todos estamos sujeitos, contudo, são absolutamente contornáveis. E, ao final, os ganhos, que não são imediatos nem efêmeros, mas consistentes e sustentáveis, tanto para sua empresa como para seu ecossistema, valem todos os esforços. Mãos à obra!

*Lucas Ribeiro é fundador e CEO do Grupo ROIT e diretor-presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação do Paraná (Assespro-Paraná).

Fonte: GazzConecta

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