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Exportação de tecnologia brasileira cresce 30%, aponta pesquisa da Assespro-PR

Apesar de um bom crescimento na última década, país ainda tem muito potencial para crescer nesse mercado, a partir de incentivos fiscais e mão de obra qualificada.
Confirmando tendência mundial no crescimento da produção no setor de serviços em Tecnologia da Informação, o Brasil apresentou um crescimento de 31% em exportação de tecnologia entre 2020 e 2021.

Esse número está acima da média mundial de crescimento, que ficou em 22%, mostrando como o Brasil tem crescido e aumentado sua participação no cenário mundial de desenvolvimento de soluções tecnológicas. Esses resultados podem ser verificados no Insight Report de setembro da Assespro-PR, que traz mais dados interessantes sobre o cenário mundial do comércio em serviços de TI e como esse mercado tem grande importância na relação comercial entre os países.

Levando em consideração a última década (2011-21), a China apresentou a maior taxa de crescimento (528%), seguida pela Irlanda (353%) e pelos EUA (290%), com taxas de crescimento das exportações que superaram a média mundial (200%), enquanto Índia e Alemanha, outros países que fazem parte do top 5, apresentaram crescimento inferior, de 74% e 61%, respectivamente.

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Para entender o tamanho desse mercado, as exportações de serviços em TI movimentaram em 2021 cerca de US$ 734 bilhões, sendo o segundo ramo de serviços exportados, em valor, com participação de 13% do total mundial das exportações de serviços (US$ 5,8 trilhões).

O que chama atenção é que a Irlanda se manteve como principal exportador de serviços em TI, em 2021, com quase um terço (27%) do total mundial, seguida pela Índia (11%), China (10%). A explicação para esse fato reside em dois motivos.

O primeiro deles é inerente ao intenso e longo processo de terceirização dos serviços de TI, no qual grandes empresas estadunidenses, europeias e japonesas conseguem em outros países pessoal qualificado em TI a um custo bem mais baixo (Irlanda, Índia, China, Cingapura, Israel).

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O outro motivo é que muitas gigantes de TI acabam tendo subsidiárias de suas multinacionais nesses países, explorando vantagens comparativas, como benefícios fiscais (Irlanda), além do acesso a pessoal qualificado e a mercados consumidores. Essa lógica da terceirização passou cada vez mais a considerar a capacidade tecnológica e organizacional das empresas localizadas nesses países emergentes.

Nesse ranking, o Brasil está um pouco longe de figurar entre os top 10, e apesar do crescimento, ainda está longe de sua capacidade em atrair as grandes empresas, como os outros países emergentes citados. Apesar de ter exportado US$ 2,7 bilhões em serviços de TI, o país precisou importar US$ 5,6 bilhões, gerando um “déficit” de US$ 2,9 bilhões.
Dado o potencial do país, tanto em termos de mão de obra como de incentivos fiscais, o protagonismo do país poderia ser muito maior dentro desse cenário mundial.

Essa é uma das razões pelas quais a Assespro-PR tem investido em fomentar não apenas o crescimento de empresas de tecnologias, a partir de assessoria, networkings a níveis mundiais e estratégias, como também criando programas de incentivos, muitas vezes entre empresas privadas e públicas, para trazer mais possibilidade de formação de profissionais capacitados, já que o mercado de TI tem sofrido com a escassez de bons profissionais.

fonte: Tiinside 

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