Brasil reúne mais de 1,3 mil participantes para simular ataques cibernéticos
Oitava edição do Guardião Cibernético acontece em seis cidades. Pesquisa da FTI mostra que apenas 30% das organizações nacionais realizam treinamentos regulares para enfrentar os ataques hackers.
O Exército brasileiro coordena, esta semana, exercício, com o objetivo de preparar o país para o enfrentamento de ataques cibernéticos. O simulado é promovido pelo Comando de Defesa Cibernética da força, em parceria com a Marinha e a Força Aérea Brasileira (FAB). A ação ocorre, entre esta segunda (21) e sexta-feira (25), simultaneamente em Brasília e em outras seis cidades: Rio de Janeiro; Manaus; Belém; Recife; São Paulo;e Curitiba.
É a oitava edição do exercício, chamado de Guardião Cibernético, que integrará as forças armadas, órgãos governamentais, órgãos reguladores e operadores de infraestruturas estratégicas como abastecimento de água, energia, telecomunicações e mercado financeiro. Serão mais de 1,3 mil participantes de 300 organizações, além de representantes de outros 14 países.
No Rio de Janeiro, o simulado será no Centro de Referência em Tecnologia da Informação e Comunicações (Digitech) da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Os participantes do exercício enfrentarão cenários de ataques complexos e coordenados em sistemas digitais semelhantes aos usados pelas organizações envolvidas no simulado. A ideia é fortalecer o sistema nacional, validando planos de contingência diante desses ataques cibernéticos.
De acordo com o Exército, a cibernética é um dos três setores estratégicos definidos pela Estratégia Nacional de Defesa (END). O segmento envolve os sistemas informatizados que operam computadores, rádios e radares, além de carros de combate e defesa antiaérea. “Ao reunir diversas instituições civis e militares, o Exercício Guardião Cibernético torna-se como um marco de preparação e integração, reafirmando a importância do compromisso coletivo com a segurança e a soberania nacional”, informa o Exército, por meio de nota.
Pesquisa setorial em Cibersegurança, Inteligência Artificial e Governança de Dados, patrocinada pela FTI Consulting e realizada pelo MiTi (Markets Innovation & Technology Institute) com mais de 230 organizações brasileiras, indica que apenas 30% das organizações realizam treinamentos regulares do Plano de Resposta a Incidentes ou simulações estruturadas de crise.
Em paralelo, a mesma pesquisa revela um descompasso de governança: embora 72% das empresas considerem o impacto reputacional mais grave do que as perdas financeiras diretas, somente 19% mantêm planos formais de resposta e gerenciamento de incidentes integrados às instâncias decisórias.
A FTI Consulting é uma das participantes do Guardião Cibernético. “Esta é terceira vez que participamos do Guardião Cibernético contribuindo para que as empresas se atentem ao fato de que uma resposta eficaz vai além das capacidades técnicas, e precisa de ações coordenadas para assegurar uma comunicação institucional que garanta a continuidade operacional e mitigue riscos reputacionais”, afirma a diretora executiva da FTI, Adriana Prado.
A oitava edição do Exercício Guardião Cibernético começa nesta segunda-feira (21) e vai até sexta-feira (25), reunindo mais de 240 organizações entre Forças Armadas, órgãos governamentais, agências reguladoras, instituições de ensino e operadores de setores estratégicos.
Fonte: Convergência Digital


