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Ministro defende cooperação com países do Brics para melhorar competitividade

Em seminário sobre diplomacia científica, Gilberto Kassab lembrou duas chamadas de pesquisas lançadas conjuntamente com o Brics.

A cooperação científica entre os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) cresceu em escopo e complexidade, afirmou o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, nesta quinta-feira (22), na abertura do 4º Seminário sobre Diplomacia e Inovação Científica e Tecnológica: Ambientes e Redes de Inovação do Brics, promovido em parceria com o Itamaraty. “Lançamos duas chamadas conjuntas para projetos de pesquisa, em valores de US$ 9 e 20 milhões, e estabelecemos uma plataforma de colaboração em infraestrutura de pesquisas”, disse Kassab.

Ele destacou a implementação do Plano de Ação do Brics para Cooperação em Inovação, que abrange a troca de experiências, a transferência de tecnologia, o empreendedorismo e as parcerias entre parques tecnológicos. Como exemplo, citou que já está em negociação a criação de uma constelação de satélites do Brics, além de pesquisas conjuntas em ciências oceânicas. “Esse intercâmbio trará grande contribuição ao desenvolvimento dos ecossistemas inovadores dos cinco países. Isso é necessário em um ambiente cada vez mais competitivo e interconectado.”

Kassab também detalhou algumas ações do MCTIC que, segundo ele, “terão impacto no ambiente inovador do Brasil nas próximas décadas”, como a inauguração do Sirius, o novo acelerador de partículas, que é a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no país; e o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), de uso civil e militar, que vai cobrir 100% do território nacional, com impacto na agricultura, serviços públicos e conexão em banda larga para os brasileiros.

Para o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, a inovação é premissa fundamental para elevar a competitividade da economia brasileira e de outros países em desenvolvimento. “Para isso, é preciso buscar a internacionalização. É preciso expor nossas soluções tecnológicas à competição, testar nossos modelos de negócios e adquirir tecnologias mais avançadas.”

Ele lembrou que o governo brasileiro tem feitos esforços para estimular o avanço do país em inovação científica e tecnológica. “Nós temos, nos postos do Itamaraty no exterior, já incorporada a rotina de prospecção de parcerias tecnológicas, de potenciais investidores e do apoio à internacionalização de empresas inovadoras.”

Para Aloysio Nunes Ferreira, com a presidência brasileira do Brics a partir de janeiro de 2019, a inovação continuará tendo destaque na agenda do grupo.

Fonte: MCTIC.

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