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Assespro apoia queda do imposto de importação para bens de TI

Diretor da entidade que representa as empresas de software elogia a decisão do governo de reduzir o ônus do imposto de importação sobre os aparelhos de celular e de redes de telecom.

A decisão do governo, anunciada no Twitter pelo presidente Jair Bolsonaro, de reduzir de 16% para 4% o Imposto de Importação (II) de produtos de TIC como celulares e computadores visa aumentar a competitividade do Brasil em um mundo globalizado. É a opinião do executivo Robert Janssen, diretor de Relações Internacionais da Assespro Nacional (Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação).

“Essa decisão do governo visa justamente poder aumentar a competitividade das empresas de todos os setores para que possam inserir a tecnologia  nos seus processos e serem mais competitivas”, afirmou Jassen. “É uma boa medida, apesar de impacto em alguns setores. Mas economia de guerra tem mortos, feridos e sobreviventes.  É muito importante, porque, se formos pegar o ranking de competitividade mundial, nós estamos na rabeira”.

Na avaliação do executivo, a globalização está atropelando o mercado fechado do Brasil. “Nós não podemos ficar achando que podemos ficar em um mercado protegido e com salvaguardas onde se consegue fazer o processo fabril mais vantajoso, mas, ao mesmo tempo, não se consegue ser mais competitivo. Mas nada impede que se busque formas diferentes às de hoje para se tornarem mais competitivas”. destacou. Disse que o governo está empenhado em mudar o perfil da indústria, citando a criação da Câmara da Indústria 4.0.

Para o diretor, grande parte da inovação que está chegando ao Brasil está sendo entregue de forma virtual. E  “é um processo inevitável”, acrescentou, apontando o que o país está na rota do avanço da globalização por ser 1 dos 12 países do mundo com mais de 100 milhões de consumidores. “Há três no Ocidente: Estados Unidos, México e Brasil. Os nove restantes são da Ásia”.

Ponderou que o governo deve abrir diálogo com os setores que serão mais afetados para minimizar os efeitos por meio de redução gradual de tributos e também a exigência de contrapartidas por parte dos países a serem beneficiados. “O governo tem que ser sensível e dar uma oportunidade a essas empresas que estão sendo afetadas diretamente para poderem se adequar às novas regras”, aconselhou.

Empregos

O diretor da Assespro admitiu que vai haver reações das indústrias de TIC instaladas no parque industrial da Zona Franca de Manaus e em vários parques industriais do país. “Vão reclamar e dizer que vai faltar empregos. Mas eles não estão fazendo comparativos. Quantos empregos serão gerados a partir da maior competitividade entre vários segmentos industriais versus um setor que agora precisa ser competitivo também?”, questionou.

Para Janssen, poderá haver também menor carga tributária para componentes importados que são usados na cadeia dos produtos nacionais.

Fonte: Tele.sintese.

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