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Compartilhamento de dados fomenta o big data no governo federal

Os usos de big data e da computação em nuvem ainda ficam bem aquém do possível no Brasil, conforme revela a pesquisa TIC Governo Eletrônico 2019, divulgada nesta terça-feira, 12/05, pelo CETIC.br. É verdade que os dados foram coletados de julho a dezembro do ano passado e são referentes a uso de serviços doze meses anteriores, mas o que foi divulgado mostra que novas tecnologias precisam avançar para a digitalização efetiva dos serviços ao cidadão.

Em serviços na nuvem, o e-mail na nuvem segue sendo o mais usado e teve um incremento. Em 2017, 25% dos órgãos contrataram o serviço. Em 2019, esse percentual subiu para 40%. Mas outras ferramentas- mais efetivas para o melhor uso da tecnologia- apresentaram uma alta abaixo do desejado.

O uso de software de escritório na nuvem, por exemplo, passou no governo federal, de 12% em 2017 para 20% em 2019. A capacidade de processamento em nuvem subiu de 15% para 19% no mesmo período. O armazenamento de banco de dados ficou em 23% nos órgãos federais e 24% nos órgãos estaduais.

Com relação ao big data, o TIC Governo Eletrônico apura que, à época da coleta das informações, nem um quarto dos entrevistados fazia uso efetivo da tecnologia. Quem mais usou o big data para as suas ações foi o Ministério Público Federal, com 62%. O poder Executivo usou apenas 20%. O poder Judiciário ficou em 26% do uso. Na pesquisa, fica constatado que 41% dos respondentes usaram dados de geolocalização ou de redes sociais ou por meio de dispositivos inteligentes.

A grande surpresa com os órgãos federais –  que responderam por 32% de uso de big data – está ligada ao uso efetivo do compartilhamento de base governamentais a partir da liberação das informações por parte do governo federal. “O Governo está, sim, cruzando dados entre órgãos e, por isso, quando se questiona o uso de big data, a maior parte fala em ‘outros’. No caso, essas informações vêm dos data lakes dos órgãos federais”, observa Alexandre Barbosa, do CETIC.br.

O especialista observa também que a pandemia de Covid-19 obrigou a uma maior utilização de dados, como é o caso do Ministério da Saúde, que se desdobra para fazer análise de informações de saúde, além de cruzamento de dados entre órgãos federais –  caso da Dataprev com a Caixa Econômica Federal para o pagamento de auxílio emergencial à população mais carente.

Fonte: Convergência Digital

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