Missão do MCTIC fortalece a cooperação bilateral em C,T&I com o Reino Unido
A convite da Embaixada do Reino Unido no Brasil, delegação de seis servidores do MCTIC, CNPq e FINEP visitou instituições inglesas entre os dias 23 e 26 de abril.
O objetivo da missão foi conhecer o sistema de ciência, tecnologia e inovação daquele país, a fim de incrementar a cooperação bilateral. Prevê-se a assinatura, ainda em 2019, de plano de trabalho conjunto a ser executado nos próximos quatro anos.
A delegação manteve reuniões com o BEIS (Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial), o FCO (Escritório de Assuntos Estrangeiros e Commonwealth), UKRI e Nesta (instituições voltadas ao fomento de pesquisa e inovação), Instituto Nacional do Grafeno, Kew Gardens, Museu de História Natural, Centro de Síntese em Biodiversidade e com a SalaryFits, start-up brasileira sediada no Reino Unido.
Os delegados tiveram oportunidade de conversar com diversos atores do sistema de C,T&I britânico. Para o secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas, Marcelo Morales, “os britânicos têm expertise em transformar o conhecimento científico em inovação, em bens e produtos para a sociedade. Fortalecer a cooperação bilateral nos dá oportunidade de aprendermos a fazer o mesmo e minimizarmos um dos principais gargalos do nosso sistema”.
A agenda foi bastante intensa, assim como o relacionamento bilateral. Um dos destaques da cooperação com o Reino Unido é o projeto Reflora, que repatriou para o Brasil informações sobre milhares de espécies vegetais coletadas desde o Descobrimento. Também muito importante é a cooperação promovida pela Embaixada do Brasil no Reino Unido, que estimulou o lançamento do Brazil Tech Award, que incentiva start-ups inglesas dos setores de cidades inteligentes, saúde, Fintech, Agritech, manufatura e indústria criativa a se estabelecerem no Brasil. O embaixador do Brasil no Reino Unido, Fred Arruda, que recebeu a delegação no primeiro dia da missão, afirmou que a visita abrirá caminho para conhecer os pontos positivos de como o Reino Unido administra o conhecimento, com incentivos à criação start-ups. Na ocasião, discutiu-se a possibilidade de se celebrar, no Reino Unido, os 200 anos da independência do Brasil, em 2022, tendo a ciência como foco, com o mote “Ciência e Independência”.
Merece destaque a visita ao Instituto Nacional do Grafeno, ocorrida na quinta-feira (25), quando a delegação teve a companhia, por alguns minutos, do Prêmio Nobel de Física de 2010, Andre Geim, um dos mais importantes pesquisadores de grafeno do mundo.
Fonte: MCTIC.
